Os maconheiros na era das fake news

De repente, surge um novo fenômeno que intriga jornalistas e ameaça democracias - as fake news.

Hoje sobram evidências dos impactos que notícias falsas podem ter e sobretudo a forma como elas são usadas estrategicamente.
Mas ainda que nós, maconheiros, também devamos nos preocupar com essa onda de informações plantadas para manipular a opinião pública, não há nada de novo.
Não é como se a "mamadeira de piroca" tivesse resultado em prisões de mães, pais e babás por aí.
Mas o que dizer sobre os resultados a partir da mentirosa ideia de que maconha matava? Ou sobre quando Nixon rasgou e censurou o estudo que desmentia a balela de "porta de entrada"?
E não apenas a maconha sofre com as informações infundadas como base de uma lei. Nos EUA, o proibicionismo da cocaína partiu de ideias como ela deixar negros mais resistentes a tiros e com uma mira melhor.
Hoje, até para quem é favorável às leis proibicionistas ineficazes e genocidas, concordaria ser um absurdo esse tipo de informação. Acontece que a ideia de que as proibições se deram por resguardo à saúde pública, considerando estudos científicos sobre a patologia de cada droga, é de fato a mentira da vez.
Os motivos pelo qual proibiram, sequer são os mesmos de hoje. A lei permanece a mesma, só mudaram os “argumentos”.
De fake news, usadas como estratégia política e em defesa de interesses particulares ou com viés puramente preconceituoso, o mundo canábico entende de outrora. Não há lei proibicionista que tenha partido senão de ideias não fundamentadas.
Portanto que nós maconheiros, cidadãos que somos, fiquemos atentos a era das fake news, mas que possamos ensinar o que há muito aprendemos sobre uma sociedade fundada em mentiras.
O caminho é a informação.
Dissemine-a.

 


Deixe um comentário

Atenção : Os comentários devem ser aprovados antes de serem publicados

Pagamento
0
Nenhum produto no carrinho.